Carta encontrada em CMEI e relato da PM trazem novos detalhes sobre sequestro em Curitiba

Treze crianças foram resgatadas; homem que invadiu a unidade morreu durante intervenção policial.

Carta encontrada em CMEI e relato da PM trazem novos detalhes sobre sequestro em Curitiba
Carta encontrada em CMEI e relato da PM trazem novos detalhes sobre sequestro em Curitiba

Uma carta recolhida no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz, em Curitiba, integra os elementos a serem esclarecidos após a ocorrência que deixou 13 crianças reféns nesta sexta-feira (9). O invasor morreu após ser baleado por policiais durante a operação de resgate. Segundo o coronel Alexandre Lopes Dias, do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar, a corporação recebeu a informação de que o homem tinha esquizofrenia. A motivação da invasão, porém, não foi esclarecida.

O oficial confirmou que o documento foi encontrado na unidade, mas informou que ainda não havia elementos suficientes para confirmar sua autoria ou explicar sua finalidade. A carta teria caído durante a entrada do invasor, enquanto profissionais da instituição retiravam outras crianças do prédio. O nome do homem não havia sido divulgado oficialmente.

A ocorrência mobilizou equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Conforme o relato da PM, o homem estava com uma faca, um simulacro de arma de fogo e um isqueiro. Os agentes também perceberam cheiro de substância inflamável no ambiente. Durante as negociações, ele teria ameaçado provocar um incêndio e passado a segurar crianças com força, além de agredi-las verbalmente.

Segundo o comando policial, o agravamento das ameaças levou à decisão de entrar na sala. Na versão apresentada pela corporação, o invasor tentou alcançar uma das crianças durante a intervenção e foi atingido pelos disparos. Os 13 reféns foram retirados com vida. Cinco crianças passaram por avaliação em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), por decisão dos responsáveis. Uma delas apresentava ferimento no rosto.

A Prefeitura de Curitiba mobilizou profissionais para acolher os alunos, familiares e trabalhadores da unidade, incluindo equipes de psicologia. O atendimento deverá continuar conforme as necessidades dos envolvidos.