Mauro Moraes amigo de Sérgio Moro é alvo de ação da PF; apuração envolve relato de saque de R$ 300 mil
Buscas ocorreram na Assembleia Legislativa e em endereço de Curitiba; deputado nega irregularidades.
O deputado estadual Mauro Moraes (PL), candidato à reeleição no Paraná, foi alvo de uma ação da Polícia Federal nesta sexta-feira (2), em Curitiba. A investigação apura suspeitas de ilícitos eleitorais e tramita sob sigilo.
Segundo o Massa.com.br, uma denúncia anônima relatou um saque de aproximadamente R$ 300 mil em uma agência do Itaú instalada na Assembleia Legislativa do Paraná. A retirada teria sido realizada por um assessor do parlamentar. O site também informou que houve buscas em um endereço ligado ao deputado no bairro Boqueirão.
Em nota, a PF confirmou o cumprimento de mandado expedido pela Justiça Eleitoral para investigar movimentações financeiras atípicas, incluindo operações com valores expressivos em espécie. A apuração busca esclarecer a origem, o destino e uma possível relação dos recursos com infrações eleitorais.
A corporação não divulgou nomes dos investigados, valores ou endereços, em razão do sigilo. Portanto, os detalhes sobre o saque e o assessor são informações publicadas pelo site, sem confirmação individualizada na nota policial.
Mauro Moraes negou ter cometido ilegalidades e afirmou que apresentará documentos para esclarecer os fatos. Em vídeo nas redes sociais, explicou que mantém reservas em dinheiro por receio de bloqueios bancários, citando a experiência vivida durante o governo Collor.
O deputado também alegou sofrer perseguição política desde que deixou a base de Ratinho Junior e passou a apoiar Sergio Moro. A alegação é do parlamentar. A campanha de Moro negou qualquer relação do candidato com a ação e declarou respeito às instituições responsáveis pela investigação.
A Assembleia Legislativa confirmou a presença dos agentes, mas informou desconhecer o teor da investigação e não ter sido notificada pela PF. O caso segue em apuração, sem que as suspeitas representem comprovação de culpa.

O que diz a Polícia Federal
Em nota, a Polícia Federal informou que cumpriu mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Eleitoral para apurar possíveis ilícitos eleitorais e infrações relacionadas.
Segundo a corporação, a medida foi autorizada após a identificação de movimentações financeiras atípicas, incluindo operações com quantias expressivas em dinheiro vivo. A investigação busca esclarecer a origem dos recursos, sua destinação e eventual ligação com irregularidades eleitorais.
A ação teve como objetivo reunir documentos, registros, dispositivos eletrônicos e outros materiais que possam auxiliar no esclarecimento dos fatos e na preservação de provas.
A PF ressaltou que, devido ao sigilo judicial e às garantias legais dos envolvidos, não divulgará nomes dos investigados, endereços das buscas ou detalhes adicionais. A instituição também reafirmou seu compromisso com a integridade das eleições e com uma investigação técnica e imparcial.



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