Flávio Bolsonaro e Lula vão ao segundo turno e disputam a Presidência em 25 de outubro
Com diferença de menos de dois pontos percentuais, candidatos iniciam nova etapa da corrida eleitoral em busca de votos e alianças.
A eleição presidencial de 2026 será decidida no segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois foram os mais votados neste domingo (4) e voltarão a se enfrentar nas urnas em 25 de outubro.
Segundo atualização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 99,99% das urnas apuradas até as 0h21 desta segunda-feira (5), Flávio somava 56.104.268 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula tinha 53.876.617 votos, correspondentes a 45,16%. A diferença era de aproximadamente 2,23 milhões de votos, ou 1,87 ponto percentual. Os números ainda correspondiam à apuração parcial.
Como nenhum candidato alcançou mais da metade dos votos válidos, a definição ficou para uma nova votação. O segundo turno concentra a escolha nos dois primeiros colocados da etapa inicial.
Após a confirmação da disputa, os candidatos se pronunciaram sobre o resultado. Em Brasília, Flávio defendeu uma mudança no comando do país e reafirmou sua posição favorável ao fim da reeleição. Já Lula, em São Paulo, reconheceu que esperava vencer no primeiro turno, mas declarou confiança na possibilidade de vitória na próxima etapa.
O resultado abre uma fase de negociações políticas. As campanhas buscam o apoio de candidatos derrotados e de partidos que estiveram em outros palanques. A direção do PT pretende conversar com lideranças do centro, procurando tanto adesões quanto a neutralidade de legendas. Flávio, por sua vez, busca ampliar o apoio à sua candidatura entre forças de direita.
A disputa reúne trajetórias distintas. Aos 45 anos, Flávio Bolsonaro é advogado, foi deputado estadual e ocupa uma cadeira no Senado pelo Rio de Janeiro. Ele concorre pela primeira vez à Presidência, com o deputado federal Alfredo Gaspar (PL) como candidato a vice.
Lula, de 80 anos, tenta conquistar seu quarto mandato presidencial. O petista governou o Brasil entre 2003 e 2010 e voltou ao cargo em 2023. Sua chapa mantém Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente.
Além da Presidência, os eleitores de seis estados e do Distrito Federal também decidirão seus governos no dia 25: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins.



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