Deputado Arilson defende dois dias de folga por semana e mais segurança para a população
Na Alep, Líder da Oposição e presidente do PT defendeu a jornada 5x2, com salário preservado, e a PEC da Segurança Pública para combater o crime organizado
Ter dois dias de folga por semana sem desconto no salário e mais segurança, para viver com tranquilidade. Essas foram as duas principais defesas do deputado Arilson Chiorato, Líder da Oposição e presidente do PT-PR, durante discurso na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), nesta segunda-feira (24).
O deputado Arilson destacou que as duas pautas tratam de problemas que fazem parte da vida real dos brasileiros: o tempo de quem trabalha e a segurança de quem sai de casa todos os dias. “Quem trabalha merece tempo para viver e quem sai de casa todo dia merece voltar com segurança. São duas pautas que mexem diretamente com a vida da população”, afirmou o deputado Arilson.
Ao falar sobre a jornada de trabalho, o deputado Arilson defendeu a escala 5x2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução de salário. Para ele, a mudança significa mais tempo para a família e para o descanso.
“Um dia não dá conta da vida. O nosso povo trabalha muito. Acorda cedo, pega ônibus, bate ponto e sustenta a família. O que estamos defendendo é simples: cinco dias de trabalho, dois de descanso e salário preservado. Trabalhador não é máquina”, disse.
A proposta, já aprovada pela Câmara, prevê redução da jornada semanal para 40 horas e dois dias de descanso remunerado. Na sexta-feira passada (21), a matéria chegou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, após articulação do presidente Lula com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para destravar as votações.
O deputado também destacou a diferença entre a proposta defendida pelo presidente Lula e a posição de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Enquanto Lula defende a redução da jornada, com dois dias de descanso e manutenção do salário, Flávio Bolsonaro criticou a proposta e defendeu o pagamento por hora trabalhada, com direitos calculados de forma proporcional. Com isso, os trabalhadores podem ficar sem férias, 13º salário e aposentadoria.
“Essa é uma diferença clara de projeto. De um lado, Lula defende mais tempo para o trabalhador viver, sem tirar salário. Do outro, Flávio Bolsonaro propõe pagar por hora e deixar os direitos proporcionais. Eu sei de que lado estou: do lado da 5x2 e de quem trabalha”, afirmou o deputado Arilson.
Segurança pública precisa de estrutura e inteligência
Na segunda parte do discurso, Arilson defendeu a PEC da Segurança Pública, apresentada pelo Governo Lula. A proposta amplia a cooperação entre União, estados e municípios, melhora a troca de informações e busca aumentar a capacidade do poder público para enfrentar o crime organizado.
A PEC também chegou à CCJ do Senado na sexta-feira (21) e terá como relator o senador Rogério Carvalho (PT-SE).
Para Arilson, enfrentar o crime organizado exige mais do que discursos e ações isoladas. “Bandido não vai desaparecer porque político fez vídeo bravo na internet, gritou ou falou frase de efeito. Crime organizado se enfrenta com polícia forte, inteligência, investigação, tecnologia e asfixia financeira”, declarou.
O deputado também cobrou valorização dos profissionais da segurança no Paraná, com salário digno, estrutura e boas condições de trabalho. “Não adianta dizer que defende a polícia e esquecer do policial na hora de garantir salário e dignidade. Defender a Segurança Pública é também defender quem faz a segurança acontecer todos os dias”, afirmou.



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